
Passamos grande parte da nossa vida a tentar convencer-nos daquilo que mais nos parece certo, daquilo que mais idealizamos como perfeito. Temos os melhores amigos do mundo, a pessoa perfeita ao nosso lado, a família que qualquer um invejaria, o melhor emprego, o melhor carro, a melhor vida. Chegamos ao ponto de narcisamente acreditar que até nós próprios somos melhores do que os outros. Depois há aqueles breves segundos em que o mundo parece ruir sem que tenhamos dado por isso e, como crianças inseguras, gatinhamos para o canto mais obscuro, encolhemo-nos e esperamos que tudo passe num abrir e fechar de olhos porque já nada parece perfeito e o 'Para Sempre' parece ter-se esfumado com o último cigarro do dia.
É nessas alturas que me pergunto: seremos realmente um projecto com início, meio e fim ou não passamos de meros estados de espírito que nos embalam a seu belo prazer?
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