sábado, 24 de setembro de 2011
22 anos
22 anos e o mundo nos bolsos. 22 anos e o peso do mundo nuns meros sapatos agulha cruéis gastos de tempo e medos. Enquanto crianças basta um sorriso, um olhar ou um palrar sem sentido para fazer alguém sorrir. À medida que o tempo passa tornamo-nos marionetas de uma sociedade que nos dita o que sentir, dizer e pensar da mesma maneira que nos ensina a caminhar, a cair e a levantar. Com o passar do tempo perdemos a noção da ténue linha que separa aquilo que realmente somos e aquilo em que eventualmente nos tornamos.
Porque ninguém é o que acredita ser, nem tão pouco a imagem perfeita que o espelho reflecte. Porque não somos mais do que pequenos projectos de esferas com tantas arestas para limar onde cada um luta pelos seus 5 segundos de lugar ao sol.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Estados de espírito!

Passamos grande parte da nossa vida a tentar convencer-nos daquilo que mais nos parece certo, daquilo que mais idealizamos como perfeito. Temos os melhores amigos do mundo, a pessoa perfeita ao nosso lado, a família que qualquer um invejaria, o melhor emprego, o melhor carro, a melhor vida. Chegamos ao ponto de narcisamente acreditar que até nós próprios somos melhores do que os outros. Depois há aqueles breves segundos em que o mundo parece ruir sem que tenhamos dado por isso e, como crianças inseguras, gatinhamos para o canto mais obscuro, encolhemo-nos e esperamos que tudo passe num abrir e fechar de olhos porque já nada parece perfeito e o 'Para Sempre' parece ter-se esfumado com o último cigarro do dia.
É nessas alturas que me pergunto: seremos realmente um projecto com início, meio e fim ou não passamos de meros estados de espírito que nos embalam a seu belo prazer?
sábado, 17 de setembro de 2011
Era uma vez...
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